Qual a herança do mundo,
Deixada escondida em baixo da neve,
Envolta em panos de névoa,
Marcada por constelações,
Não sei.
Mas nessa ignorância humana,
Símbolo pleno da limitação do Eu,
Não deixo de trilhar o caminho do Sol,
Em busca do que quero achar,
Mesmo que só ache pó.
Com essa vontade irracional
De soltar os pés do chão
E dançar ao ritmo das ventania,
Levo uma existência inquiridora,
Indagadora e preparada
a ser feliz como nunca fui antes.
Só uma coisa aplacará meu desejo,
Minha cobiça por felicidade:
Alcançá-la!
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